Território Independente

proliferando cultura

Música

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o coletivo pretende conceber e viabilizar eventos itinerantes englobando várias formas de criação e expressão cultural

Uma Rede Social, nesta plataforma, é uma caixa de ferramentas de comunicação via internet.

As características principais são a decentralização e o compartilhamento...

Qualquer pessoa, banda, grupo de teatro, coletivo de criação, fazedores de todo e qualquer fazer expressivo e de afirmação de vida poderá apresentar-se às demais; criar seu blog ou difundir um já existente; envolver-se em debates sobre temas específicos ou iniciá-los; publicar textos, vídeos, áudios, fotos, peças multimídia.

Além de dialogar entre si mesmos, portanto, estarão em contato permanente com um público novo, com o qual poderão trocar idéias, compartilhar projetos, produzir.

Produção e criação biopolíticas: fazeres que criam não apenas bens materiais mas também relações e, em última análise, a própria vida social (afeto, inteligência compartilhada, linguagem, cooperação, potência para fazer!)

Um espaço ainda não é suficiente para se ter um território. O que produz território é o que se faz com, e nos espaços. A vida que acontece e as expressividades mobilizadas, as práticas que se exercem fazem território(s)...

* * * * *
["..., corporações estão assaltando o comum e transformando-o em propriedade privada. Um ponto central aqui é que o comum é destruído ou se torna menos produtivo quando feito privado (e também, eu acrescentaria, quando é feito público, ou seja, objeto de gerenciamento estatal). (...) Quando as linguagens se tornam privadas elas não podem mais comunicar; quando os códigos são privados se tornam menos produtivos; quando afetos são privados eles param de criar relações sociais." (Michael Hardt)]

["A 'deserotização' da vida cotidiana é o pior desastre que a humanidade pode conhecer...é que se perde a
empatia, a compreensão erótica do outro..." (Franco Berardi, Bifo)]

["A ação da multidão não é outra coisa que esta proliferação contínua de experiências vitais que têm em comum a negação da morte, a recusa radical e definitiva do que paralisa o processo da vida". (Antonio Negri)]

["Refiro-me à multidão de festa, à multidão de alegria, à multidão espontaneamente amorosa, embriagada apenas pelo prazer de se reunir por se reunir." (Gabriel Tarde)]

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RSS

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Resumo: Hardt, M. & Negri, A. (2005). Multidão. Rio de Janeiro: Record (Pt. II). por Daniel Avila

- Potência da multidão: “A carne da multidão é puro potencial, uma força informe de vida, e neste sentido um elemento do ser social, constantemente voltado para a plenitude da vida” (p. 251)

[...]

- Spinoza: “Mais uma vez, é Spinoza quem mais claramente prevê essa natureza monstruosa da multidão, concebendo a vida como uma tapeçaria na qual as paixões singulares tecem uma capacidade incomum de transformação, do desejo ao amor e da carne ao corpo divino (…) Spinoza mostra-nos como podemos hoje, na pós-modernidade, reconhecer essas metamorfoses monstruosas da carne não só como um perigo, mas também como uma possibilidade, a possibilidade de criar uma sociedade alternativa” (p. 253)

- Produção do comum: “Vimos que a carne da multidão produz em comum de uma maneira que é monstruosa e sempre ultrapassa a medida de quaisquer corpos sociais tradicionais, mas essa carne produtiva não cria caos e desordem social. O que ela produz, na realidade, é comum, e o comum que compartilhamos serve de base para a produção futura, numa relação expansiva em espiral. (…) Hoje essa relação dual entre a produção e o comum – o comum é produzido e também é produtivo – é a chave para entender toda atividade social e econômica’ (p. 257)

- Comunidade: “O comum não se refere a noções tradicionais da comunidade ou do público; baseia-se na comunicação entre singularidades e se manifesta através dos processos sociais colaborativos da produção. Enquanto o individual se dissolve na unidade da comunicação no comum, as singularidades não se vêem tolhidas, expressando-se livremente no comum” (p. 266)

[...]

[Fonte e continuação: Resumo: Hardt, M. & Negri, A. (2005). Multidão. Rio de Janeiro: Record (Pt. II)]
 

Mensagens de blog

Rafael Frigo Flores

A FORÇA DA FRAGILIDADE

Nem sempre é fácil acercar-se da arte. Como tudo que é vivo, a arte é inquieta, movente, pulsante. É como um rio. E quantas vezes nos sentimos tentados a congelar esse rio para poder apreendê-lo melhor...
Entretanto, algo fundamental se perde então: a própria “vida” na arte. Talvez por isso Rilke sugeria que nada alcança tão pouco o artístico quanto a crítica [nota1, ao final]. De fato, mais que dominar essas águas, importa saber “entrar” nelas, banhar-se, seguir seu fluxo, quem sabe até… Continuar

Postado por Rafael Frigo Flores em 22 novembro 2009 às 21:12

Gabriel Araújo

Encontro no sábado - 14/11 - às 19h

Olá!

Confirmando o próximo encontro. O Umar confirmou o próximo encontro no espaço que ele havia comentado (Rua Prof. Braga nº 82 - em frente à casa do estudante - em cima do restaurante Alto Astral) para sábado (14/11) às 19h.

Segue o relato do primeiro encontro...
Relato do encontro - 23/10/2009

Espaço - Arte

Presentes no encontro no Xbom: Ricardo (batera), Alessandra, Aline, Gabriel, Aloisio, Leonardo, Rafael, Umar, Calixto, Anderson ( anderpression@hotmail.com – fone – 99848646
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Postado por Gabriel Araújo em 11 novembro 2009 às 11:30 ‚Äî 1 Comentário

MELOMANÍACOS

Ajude a Melomaníacos !!!

Estamos aqui para pedir uma força aos amigos que curtem nosso trabalho para participarmos do Festival em Jandira/SP, no qual fomos selecionados, promovido pela prefeitura local e a radio Central Rock/SP que já roda o som da Melomaníacos. Entre no Link abaixo (ORKUT), e peça 'Trilho Sem Saída' da Banda MELOMANÍACOS no Tópico 'RADIO'. Para votar voce deve primeiro fazer parte da Comunidade, ok? Vote sempre que puder, ou lembrar, ajude a levar esse trabalho a São Paulo para representar o RS. Entre… Continuar

Postado por MELOMANÍACOS em 7 novembro 2009 às 2:27

LIA SARTORI

Minha exposição em Rivera

! Holla amigos!
Dejo acá mi recado: haberá una exposición en Rivera que se vá del día 16 de octubre hasta el día 10 de noviembre/2009. Mi exposición ambientale... Hay muchos trabajos que son mis invenciones... El medio ambiente merece, no? El Planeta Tierra también... es lo unico que yo conozco y que puedo vivir...así como ustedes también ...
Invito a todos los participantes del Blog Território Independiente para conocerla!
Mi español no está así muy bién, pero espero que ustedes entendan mi men… Continuar

Postado por LIA SARTORI em 6 outubro 2009 às 14:52

Francini Trindade

Show Cadillac 69




Cadillac 69 tocando o foda-se com os roqueiros mais loucos da cidade!!

Postado por Francini Trindade em 22 setembro 2009 às 17:14

Fórum

Leonardo Retamoso Palma

Encontro do Território Independente 5 respostas 

Iniciado por Leonardo Retamoso Palma. Última resposta de Gabriel Araújo 13 Ago.

Branca

As reuniões 8 respostas 

Iniciado por Branca. Última resposta de Leonardo Retamoso Palma 13 Ago.

Branca

Mapeamento das Bandas Autorais de SM 12 respostas 

Iniciado por Branca. Última resposta de SERPENT RISE OFICIAL 3 Ago.

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Nem sempre é fácil acercar-se da arte. Como tudo que é vivo, a arte é inquieta, movente, pulsante. É como um rio. E quantas vezes nos sentimos tentados a congelar esse rio para poder apreendê-lo melhor... Entretanto, algo fundamental se perde entã...
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T.A.Z. - ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA (Temporary Autonomous Zone) (Parte 1)

por Hakim Bey


"...desta vez, no entanto, eu venho como o vitorioso Dionísio, que transformará o mundo numa festa... Não que eu tenha muito tempo..."

Nietzsche (em sua última carta "insana" a Cosima Wagner)


Utopias Piratas

OS PIRATAS E CORSÁRIOS do século XVIII montaram uma "rede de informações" que se estendia sobre o globo. Mesmo sendo primitiva e voltada basicamente para negócios cruéis, a rede funcionava de forma admirável. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde os navios podiam ser abastecidos com água e comida, e os resultados das pilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumas dessas ilhas hospedavam "comunidades intencionais", mini-sociedades que conscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuar assim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.

Há alguns anos, vasculhei uma grande quantidade de fontes secundárias sobre pirataria esperando encontrar algum estudo sobre esses enclaves - mas parecia que nenhum historiador ainda os havia considerado merecedores de análise. (William Burroughs mencionou o assunto, assim como o anarquista britânico Larry Law - mas nenhuma pesquisa sistemática foi levada adiante.) Fui então em busca das fontes primárias e construí minha própria teoria, da qual discutiremos alguns aspectos neste ensaio. Eu chamei esses assentamentos de Utopias Piratas (1).

Recentemente, Bruce Sterling, um dos principais expoentes da ficção cientifica cyberpunk, publicou um romance ambientado num futuro próximo e tendo como base o pressuposto de que a decadência dos sistemas políticos vai gerar uma proliferação de experiências comunitárias descentralizadas: corporações gigantescas mantidas por seus funcionários, enclaves independentes dedicados à "pirataria de dados", enclaves verdes e social-democratas, enclaves de Trabalho-Zero, zonas anarquistas liberadas etc. A economia de informação que sustenta esta diversidade é chamada de Rede. Os enclaves (e o título do livro) são Ilhas na Rede (2).

Os Assassins (3) medievais fundaram um "Estado" que consistia de uma rede de remotos castelos em vales montanhosos, separados entre si por milhares de quilômetros, estrategicamente invulneráveis a qualquer invasão, conectados por um fluxo de informações conduzidas por agentes secretos, em guerra com todos os governos, e dedicado apenas ao saber. A tecnologia moderna, culminando no satélite espião, reduz esse tipo de autonomia a um sonho romântico. Chega de ilhas piratas! No futuro, essa mesma tecnologia - livre de todo controle político - pode tornar possível um mundo inteiro de zonas autônomas. Mas, por enquanto, o conceito continua sendo apenas ficção científica - pura especulação.

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre todas as gerações da humanidade.

Dizer "só serei livre quando todos os seres humanos (ou todas as criaturas sensíveis) forem livres", é simplesmente enfurnar-se numa espécie de estupor de nirvana, abdicar da nossa própria humanidade, definirmo-nos como fracassados.

Acredito que, dando consequência ao que aprendemos com histórias sobre "ilhas na rede", tanto do passado quanto do futuro, possamos coletar evidências suficientes para sugerir que um certo tipo de "enclave livre" não é apenas possível nos dias de hoje, mas é também real. Toda minha pesquisa e minhas especulações cristalizaram-se em torno do conceito de ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA (daqui por diante abreviada por TAZ). Apesar de sua força sintetizadora para o meu próprio pensamento, não pretendo, no entanto, que a TAZ seja percebida como algo mais do que um ensaio ("uma tentativa"), uma sugestão, quase que uma fantasia poética. Apesar do ocasional excesso de entusiasmo da minha linguagem, não estou tentando construir dogmas políticos. Na verdade, deliberadamente procurei não definir o que é a TAZ - circundo o assunto, lançando alguns fachos exploratórios. No final, a TAZ é quase auto-explicativa. Se o termo entrasse em uso seria compreendido sem dificuldades... compreendido em ação.

(...)

[Baixar aqui: TAZ - hakim bey.pdf]

Dazibao


Dazibao
[Do chinês.]
Substantivo masculino. 1. Jornal mural, geralmente manuscrito, afixado em lugares públicos e que, por vezes, exprime opiniões individuais.
(Novo Dicionário Eletrônico Aurélio)


Escreva sem pedir licença!

Onda Anômala Web Radio

Está no ar o Onda Anômala Web Radio, no Território Independente, a guia na barra superior linka diretamente a página do Programa Onda Anômala, produção do Macondo Coletivo para a Web Radio do Portal Fora do Eixo http://www.foradoeixo.org.br/
Mais uma iniciativa que se junta ao Território Independente ...

 
 

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A CULTURA DIGITAL É REMIX (por Sergio Amadeu)


A Indústria Cultural havia banido as práticas recombinantes do terreno da produção cultural legítima. Como se o original brotasse do nada, os intermediários da cultura inventaram a figura de um autor genial que inventava sem nunca copiar. No máximo, o criador recebia influências, mas sua inventividade brotava de uma condição acima da cultura em que estava inserido. Isso ocorria porque era necessário individualizar a criação para poder implantar um sistema de apropriação privada dos bens culturais que culminou na expansão do copyright.
A emergência das redes digitais permitiram que as práticas recombinantes ganhassem novamente destaque e assumissem um papel cultural de destaque. O remix, a colagem e a fusão de idéias são essenciais à criatividade.

[Fonte: Blog do Sergio Amadeu]

Resumo: Paolo Virno. Gramática da multidão. (por Daniel Avila)

· Espinosa. “Para Espinosa, a multidão representa uma pluralidade que persiste como tal na cena pública, na ação coletiva, na atenção dos assuntos comuns, sem convergir no Uno, sem evaporar-se em um movimento centrípeto. A multidão é a forma de existência política e social dos muitos enquanto muitos: forma permanente,não episódica nem intersticial. Para Espinosa, a multitudo (multidão) é a arquitrave das liberdades civis” (p. 2)

· Multidão e povo diferem-se, segundo as concepções de Espinosa (1677) e Hobbes (1651), respectivamente, por suas relações específicas com o Estado. O povo é uma multiplicidade que adota, ou pode ser constrangida sob o poder do Estado a adotar, uma vontade comum e converte-se em uma unidade às custas das singularidades. Já a multidão, com sua recusa em submeter-se ao poder do soberano, conserva sua multiplicidade e singularidades individuais permanecendo à margem das tentativas de unidade, redeterminando-as.

· Público X Privado: “’Privado’ não significa somente algo pessoal, atinente à interioridade de tal ou qual; privado significa, antes de tudo, privo: privado de voz, privado de presença pública. No pensamento liberal a multidão sobrevive como dimensão privada. Os muitos estão despojados e afastados da esfera dos assuntos comuns” (p. 3)

(...)

[Fonte e continuação: Daniel Avila. Resumo: Paolo Virno. Gramática da multidão]

[GRAMÁTICA DA MULTIDÃO: Para uma Análise das Formas de Vida Contemporâneas, por Paolo VIRNO]

[Para baixar: Multidão e princípio de individuação.pdf]

GAMBIARRA – ALGUNS PONTOS PARA SE PENSAR UMA TECNOLOGIA RECOMBINANTE (por Ricardo Rosas)

“A rua acha seus próprios usos para as coisas.”
William Gibson, “Burning Chrome”.

Dois fatos contemporâneos: em 11 de março de 2004, em Madri, bombas explodem em estações de trem e metrô, matando milhares de civis. Entre 12 e 16 de maio de 2006, em São Paulo, ações coordenadas por celular pelo comando do PCC (Primeiro Comando da Capital), promovem ataques a diversos pontos da cidade, espalhando o pânico. Em ambos os casos, trata-se de ações que aterrorizaram a sociedade e tiveram impacto profundo no cotidiano dessas cidades.

Mais além de se associar essas ações com as práticas de terrorismo urbano, outro elemento aproxima os eventos. Um elemento talvez essencial em seus funcionamentos, sem o qual não teriam funcionado. Elemento que talvez tenha passado quase desapercebido, tão subliminar e imperceptível na feitura, mas crucial na execução: as ações foram executadas provavelmente a partir de recursos restritos ou precários, com dispositivos gerados no improviso, ou seja, gambiarras.

Boa parte dos celulares usados nas prisões, antes, durante e quiçá mesmo depois dos ataques do PCC provêm de aparelhos roubados adaptados a chips igualmente roubados, procedimento usual na prática da clonagem. As bombas detonadas em Madri eram compostas de dinamite e nitroglicerina acopladas a um celular.

E assim, oxalá, nem tudo são más notícias. A mesma época que presencia o uso da gambiarra como bomba, vê igualmente seu uso como criadora de soluções, como reciclagem de sucatas e outros materiais e tecnologias descartados pela sociedade de consumo, e como obra de arte. .

O que é, afinal, gambiarra? Definições de um dicionário como o Houaiss, vinculam-na ao famoso puxadinho, ou gato, “extensão puxada fraudulentamente para furtar energia elétrica” ou a definição, mais comportada, de “extensão elétrica, de fio comprido, com uma lâmpada na extremidade” (2). A gambiarra, no entanto, é aplicada correntemente, pelo senso comum, para definir qualquer desvio ou improvisação aplicados a determinados usos de espaços, máquinas, fiações ou objetos antes destinados a outras funções, ou corretamente utilizados em outra configuração, assim postos e usados por falta de recursos, de tempo ou de mão de obra.

Mais do que isso, porém, a gambiarra tem um sentido cultural muito forte, especialmente no Brasil. É usada para definir uma solução rápida e feita de acordo com as possibilidades à mão. Esse sentido não escapou à esfera artística, com várias criações no terreno próprio das artes plásticas. É dessa seara que podemos captar mais alguns conceitos reveladores da natureza da gambiarra e seu significado simbólico-cultural. Em um ensaio sobre o tema da gambiarra nas artes brasileiras, “O malabarista e a gambiarra”, Lisette Lagnado sugere que a gambiarra é uma peça em torno da qual um tipo de discurso está ganhando velocidade. Articulação de coisas banidas do sistema funcional, a gambiarra, tomada “como conceito, envolve transgressão, fraude, tunga – sem jamais abdicar de uma ordem, porém de uma ordem muito simples” (3). O mecanismo da gambiarra, para Lagnado, teria, além disso, um acento político além do estético. Baseada na falta de recursos, a “gambiarra não se faz sem nomadismo nem inteligência coletiva”.

[...]

[Fonte e continuação: www.rizoma.net]

[Para baixar em PDF: Gambiarra_Ricardo Rosas.pdf]
 

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